Mesmo com decisão judicial, servidores mantém greve na Susepe

Cerca de 24h depois da greve dos agentes penitenciários ser decretada ilegal pela Justiça, ainda há manifestações de servidores da Susepe (Superintendência dos Serviços Penitenciários). Ainda há mobilizações de agentes na maioria das áreas das DPR’s (Delegacias Penitenciárias Regionais), que são divisões de atuação da instituição.

Conforme a Susepe, na área da 2ª DPR, na região Central, o delegado sindical não reconhece a decisão judicial, pois alega que a Amapergs (Associação dos Monitores, Agentes e Auxiliares Penitenciários do Rio Grande do Sul) não foi notificada. Na 3ª DPR, na região das Missões e Noroeste, há greve ainda no Presídio Estadual de Cerro Largo, pois os agentes aguardam comunicado da decisão judicial pela Amapergs.

Já na 4ª DPR, no Alto Uruguai, o delegado sindical não reconhece a decisão judicial, pois alega que a Amapergs não foi notificada. Em Erechim, uma operação padrão foi iniciada pelos agentes. Na região Sul, onde fica a 5ª DPR, servidores alegam que não foram comunicados da decisão judicial pela Amapergs em Rio Grande e Pelotas. Em Rio Grande, uma negociação liberou uma visita por apenado com um item de higiene. Quanto aos advogados, foi estabelecido que seria liberado apenas a primeira assistência para o apenado que der entrada durante o período de greve.

Na região da Campanha, área de atuação da 6ª DPR, servidores que estavam de greve e de folga retornaram ao presídio de Alegrete devido denúncia de uma possibilidade de tumulto dos presos no pátio do banho de sol. Em Uruguaiana, há visitas. Servidores alegam que ainda não foram comunicados da decisão judicial pela Amapergs, mantendo a greve. Na 7ª DPR, na Serra gaúcha, há apenas um piquete de servidores de folga e aposentados em Vacaria.

No Vale do Rio Pardo, na área da 8ª DPR, os presídios de Venâncio Aires e Lajeado seguem sem visitação. E na 9ª DPR, na região Carbonífera, servidores alegam que ainda não foram comunicados da decisão judicial pela Amapergs na Modulada de Charqueadas e PEJ. Não há visitação, mas os servidores mantém os 30% de efetivo determinados por lei. Na PASC, não há ocorrências.