Prefeitura de Porto Alegre e carnavalescos buscam parcerias para realizar desfile

- Atualizado em 11/01/2017 às 13:59
Marchezan reuniu-se com dirigentes das escolas de samba. Foto: Eduardo Beleske/PMPA

Prefeitura de Porto Alegre e entidades carnavalescas buscarão, juntas, parcerias com o setor privado para a realização do desfile deste ano. A definição aconteceu na tarde dessa terça-feira (10), durante reunião do prefeito Nelson Marchezan Júnior (PSDB) e do secretário da Cultura, Luciano Alabarse, com os dirigentes das escolas de samba. Também participaram os secretários de Parcerias Estratégicas, Bruno Vanuzzi, e da Fazenda, Leonardo Busatto.

O prefeito explicou as dificuldades financeiras pelas quais passa a prefeitura da Capital. Marchezan disse que a crise não atinge apenas o Carnaval, mas todas as demais áreas da cidade. “A falência das contas públicas não foi totalmente exposta. Temos feito escolhas que priorizem despesas com o atendimento básico à população, como os gastos com merenda escolar e medicamentos”, observou.

A autonomia das escolas de samba é uma meta a ser atingida pelo grupo que reúne carnavalescos e gestores das três pastas. “Entendemos que a autossustentabilidade é uma realidade para qualquer projeto. Somos parceiros da prefeitura nessa busca de uma solução para toda a cadeia produtiva do Carnaval”, observou o presidente da Liespa (Liga Independente das Escolas de Samba de Porto Alegre), Juarez Gutierrez de Souza.

Marchezan ressaltou que o compromisso desta gestão é procurar todos os meios possíveis para que o Carnaval não seja prejudicado. A ideia é buscar parceiros da iniciativa privada para tentar viabilizar o desfile e transformar a festa num evento autossustentável e livre para buscar os meios necessários para ser independente dos recursos públicos.

A preocupação dos dirigentes não é apenas com os custos do desfile, mas com despesas que já foram realizadas. “Estamos preocupados, mas saímos da reunião  seguros de que a prefeitura está buscando alternativas. Sentimos, pela primeira vez, que estamos sendo respeitados”, ressaltou o presidente da Estado Maior da Restinga, Robson Machado Dias.

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