Proprietário de mercado é preso por furto de energia elétrica em Parobé


Foto: Polícia Civil/Divulgação

O proprietário de um mercado foi preso por furto qualificado de energia elétrica – o famoso “gato” – em Parobé, no Vale do Paranhana. A prisão ocorreu na manhã desta segunda-feira (3), no âmbito da Operação Blecaute da Polícia Civil.

Policiais civis, em conversa com técnicos da empresa concessionária de energia elétrica, perceberam que o consumo de luz de um mercado era muito inferior ao esperado pela carga do local. Em fiscalização, os agentes à paisana perceberam que, assim que avistou a fiscalização, o proprietário do estabelecimento rapidamente foi aos fundos do estabelecimento e tentou manipular disjuntores lá instalados.

Foi constatado que havia um desvio no ramal de entrada, antes do relógio medidor, que levava até este painel com disjuntores e uma contactora. A manipulação deste painel permitia ativar ou desativar a ligação clandestina. Assim, quando a fiscalização chegava, o dono do mercado a desativava, de maneira que toda a energia passasse pelo relógio medidor. Após, voltava a acioná-la e subtrair energia elétrica. Da mesma forma, na residência do homem, os policiais encontram um desvio subterrâneo no ramal de entrada, desviando diretamente uma fase de energia.

A ação foi realizada pela DRCP (Delegacia de Repressão aos Crimes Contra o Patrimônio das Concessionárias e os Serviços Delegados) do DEIC (Departamento Estadual de Investigações Criminais), sob a coordenação do delegado Alexandre Luiz Fleck.

De acordo com o delegado, além de gerar grandes perdas na rede de energia, com prejuízos arcados por toda a população, e consequente diminuição de arrecadação de impostos, o furto qualificado de energia elétrica gera perigo e instabilidade na rede energética, além de promover concorrência desleal: “aquele que mantem comércio regularmente não consegue competir de forma igualitária com aquele que se vê livre do custo de energia intrínseco à atividade econômica”, disse Fleck.

A fiscalização resultou na prisão em flagrante do homem por prática de furto qualificado, com penas de dois a oito anos de reclusão. Após o flagrante ser lavrado na delegacia, o proprietário do mercado foi encaminhado ao sistema carcerário.

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