Porto Alegre tem cesta básica mais cara do país pelo 7º mês seguido

Custo para comprar alimentos chegou a R$ 437,22, quase 46% de um salário mínimo, que é de R$ 937.

Foto: Divulgação/IDEME-DIEESE

A cesta básica de alimentos de Porto Alegre é a mais cara do Brasil pelo sétimo mês consecutivo, segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). O preço para a compra de 13 alimentos considerados essenciais é de R$ 437,22, o equivalente a quase 46% do salário mínimo.

Para se ter uma ideia, a Capital dos gaúchos cobra mais caro do que São Paulo (R$ 435,34) e Florianópolis (R$ 433,70) para a alimentação. As menores cestas básicas são as de Salvador (R$ 349,66) e de Rio Branco (R$ 323,34).

Conforme o Departamento, a batata (12,63%), o tomate (6,31%), o leite (3,84%), a manteiga (2,24%), o pão (0,71%), o arroz (0,67%) e o café (0,67%) ficaram mais caros.Da mesma forma, cinco itens ficaram mais baratos: o feijão (-7,48%), a farinha (-4,46%), o açúcar (-3,22%), a banana (-1,16%) e óleo de soja (-0,86%). A carne se manteve estável.

A pesquisa realizada pelo Dieese aponta que o custo dos alimentos subiu em 20 das 27 capitais. As maiores altas foram registradas em algumas capitais do Nordeste: Teresina, Natal, Recife, São Luís e João Pessoa. As retrações mais expressivas foram observadas em Rio Branco e Cuiabá.

Com base na cesta de alimentos, o Dieese estima que um porto-alegrense que tivesse uma família de quatro pessoas deveria ter um salário mínimo de R$ 3.673,09 para poder sustentar a casa. O valor ideal é quase quatro vezes maior que os R$ 937 pagos no salário mínimo.

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