Praças restauradas no Centro Histórico de Porto Alegre são alvo de pichadores

Revitalizada em 3 de janeiro, Praça Marquesa de Sevigné foi pichada no dia seguinte. Foto: Brayan Martins/PMPA

A Prefeitura Municipal de Porto Alegre investe cerca de R$ 2 milhões por ano na manutenção das praças da cidade. O serviço é feito por técnicos da Smams (Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Sustentabilidade) e por empresas terceirizadas.

Segundo a diretora da Divisão de Conservação e Manutenção da Smams, Aristela Bonoto Venturini, no entanto, em grande parte dos casos a revitalização não dura nem um dia. É o que ocorreu com a praça Marquesa de Sevigné, na rua General Lima e Silva, no Centro Histórico, que teve os bancos e brinquedos pintados em 3 de janeiro. No dia seguinte, foi alvo de pichadores.

Outras duas áreas verdes do Centro Histórico também foram recuperadas entre janeiro e março deste ano, incluindo brinquedos, calçadas e bancos, e já estão pichadas. “Infelizmente, é como enxugar gelo. O resultado do serviço dura muito pouco”, afirma Aristela.

Disque-Pichação

Praças do Centro Histórico são alvos preferenciais dos pichadores. Foto: Brayan Martins/PMPA

O canal permite à população denunciar atos de vandalismo contra prédios e monumentos, por meio do telefone 153. Após receber a chamada, a Guarda Municipal vai ao local, aborda o infrator e o encaminha à Polícia Civil ou à DECA (Delegacia da Criança e do Adolescente). Os pichadores flagrados são autuados no Procedimento de Apuração de Ato Infracional, a Lei de Crime Ambiental 960.598, artigo 65, que prevê pena de três meses a um ano, com prestação de serviço à comunidade ou reparação ao dano.

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