Após não encontrá-lo, juíza realiza audiência com idoso em praça de Bento Gonçalves


Magistrada (E) e Promotor dirigiram-se à praça da cidade para entrevistar o idoso (à frente), na presença dos filhos (D). Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação

A juíza da 3ª Vara Cível da Comarca de Justiça Bento Gonçalves, Romani Terezinha Bortolas Dalcin, realizou uma audiência inusitada na tarde da última terça-feira (11). Em uma ação movida pelo Ministério Público Estadual, que pede a interdição de um idoso, a magistrada realizou a primeira etapa do processo, uma entrevista de interrogatório, na Praça da Igreja São Roque, em Bento Gonçalves, na Serra gaúcha.

Acompanhada do promotor Alécio Nogueira, a magistrada foi à procura do idoso em sua residência. Porém, informada que ele estaria na praça da cidade, resolveu ir até o local para realizar a audiência. Segundo a juíza, “esse tipo de proatividade reforça a crença de que a Justiça deva ir onde estão os que mais precisam dela”.

Seguindo o que diz o Artigo 751 do novo CPC (Código de Processo Civil), que prevê que caso o interditando não possa comparecer perante o juiz este deve se deslocar ao local onde ele estiver, a juíza realizou a entrevista. O objetivo é perguntar à pessoa que passa pelo processo de interdição acerca de sua vida, negócios, bens, vontades, preferências e laços familiares e afetivos – além do que mais parecer necessário para convencimento quanto à capacidade do interditando para praticar atos da vida civil.

A entrevista foi realizada e agora o processo de interdição, que está nos passos iniciais, prosseguirá para a produção de prova pericial que comprove que o interditando não tem capacidade de praticar atos da vida civil. A ação tramita em segredo de Justiça.

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