PF investiga crimes de corrupção e lavagem de dinheiro de ex-diretor do DAER

Arquiteto José Francisco Fogaça Thormann também atuou como assistente da Diretoria de Infraestrutura Rodoviária do DNIT por sete anos

A Polícia Federal cumpriu, na manhã desta quarta-feira (19), dois mandados de busca e apreensão em Brasília e em Porto Alegre. As medidas fazem parte de uma ação de combate à corrupção e à lavagem de dinheiro onde um ex-servidor do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte) teria recebido propina.

O alvo da operação é o arquiteto José Francisco Fogaça Thormann, que atuou como assistente da Diretoria de Infraestrutura Rodoviária entre 2004 e 2011. Após sair do DNIT, Thormann foi diretor-geral do DAER (Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem) entre 2011 e 2012, no governo de Tarso Genro.

Em novembro de 2012, o arquiteto deixou o cargo de diretor-geral da autarquia gaúcha porque não poderia exercer a função. Uma semana depois de deixar o cargo, surgiram indícios que Thormann viajou para a Suíça com as despesas pagas por uma subcontratada que prestou serviços na Rota do Sol.

Investigações sobre crimes na esfera federal

A investigação é, no entanto, sobre crimes mais antigos: entre 2004 e 2011. Segundo a PF, o arquiteto recebeu valores de três empresas que prestam serviço ao DNIT. Os valores eram embolsados pelo ex-agente público através de uma empresa de fachada.

Além das buscas, a Justiça Federal determinou o sequestro de aproximadamente R$ 3 milhões em imóveis – dois em Porto Alegre e um em Brasília – e em ativos o que o investigado detém em um empreendimento na Serra Gaúcha.

A Polícia Federal conseguiu indícios que a empresa que Thormann tinha era de fachada, com sócios laranjas. A firma teria sido usada para receber repasses de dinheiro de maneira ilícita por meio de pagamento de empresas que atuaram para o DNIT.

Ele e outros investigados nesta ação serão indiciados por corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal, de acordo com a participação individual. A Polícia Federal não divulgou mais detalhes sobre a operação porque o processo corre em segredo de justiça.

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