Ação desarticula desvio de dinheiro de parquímetros em Caxias do Sul

Prisões foram efetuadas durante a Operação Parcheggiare, em Caxias do Sul. Foto: Marjuliê Martini/ Ministério Público do Rio Grande do Sul

O Ministério Público do Rio Grande do Sul desarticulou uma quadrilha que fraudava o sistema de estacionamento rotativo de Caxias do Sul na ação. A Operação Parcheggiare (estacionar em Italiano) visa coibir crimes de peculato – subtração ou desvio, por abuso de confiança, de dinheiro público –  e modificação não autorizada de sistema de informações de dados da Administração Pública.

Conforme as investigações do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) Núcleo Serra, a fraude era operada por funcionários da empresa que administra e gerencia o serviço de parquímetros. Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão na residência dos investigados, em seus veículos, assim como na sede da empresa responsável pelo serviço.

Ocorreram também as prisões em flagrante dos investigados Andrius Santos do Amaral Guedes e Douglas Anderson Volpato. As prisões ocorreram no momento em que os investigados estavam trocando as placas eletrônicas dos parquímetros e arrecadando o dinheiro que era desviado dos cofres públicos.

Fraude de R$ 50 mil por mês

Segundo o coordenador do Gaeco Serra, promotor de Justiça Reginaldo Freitas da Silva, os delitos eram praticados pelos funcionários. Eles trocavam, no horário de maior movimentação do estacionamento rotativo, as placas eletrônicas e os cofres dos parquímetros por outras peças.

“Assim, no momento de maior arrecadação pelo estacionamento rotativo, os dados e os pagamentos que eram efetuados pelos usuários não eram contabilizados oficialmente e, consequentemente, não repassados ao Município”, diz o promotor. “Os valores desviados, estimados pela Prefeitura em cerca de R$ 50 mil mensais, ficavam com os funcionários que realizavam a troca do cofre e da placa eletrônica dos parquímetros”, concluiu Silva.

A fraude foi inicialmente informada ao Ministério Público pela Secretaria Municipal de Trânsito de Caxias do Sul, que contribui decisivamente para as investigações. Está sendo investigada a participação de outros funcionários da empresa. Até esta fase da investigação, não há prova acerca da concordância ou participação da empresa no esquema.

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