Quadrilha faz reféns e assalta três bancos com explosivos em Encruzilhada do Sul


Uma quadrilha composta por entre oito a dez bandidos atacou três agências bancárias em Encruzilhada do Sul, no Vale do Rio Pardo, na madrugada desta sexta-feira (16). Os criminosos usaram explosivos para violar os terminais eletrônicos do Banco do Brasil, Banrisul e Sicredi.

Conforme a Polícia Civil, a ação teve início por volta de 0h30 da madrugada, quando os bandidos chegaram ao local em dois carros à cidade. Eles renderam um taxista e o obrigaram a dirigir até os bancos, que ficam no Centro do município.

De posse de armas longas, parte da quadrilha fez mais pessoas que estavam próximo às agências como reféns, enquanto os outros detonavam os locais. Muitos tiros foram disparados para o alto para impedir a aproximação da polícia e de curiosos. No local, foram encontrados estojos de calibre 9mm, de .30 e fuzil calibre .556.

Foram violados três terminais do Banco do Brasil, quatro do Banrisul e apenas dois do Sicredi e dinheiro foi levado dos três locais. Neste último, os criminosos tentaram acessar a sala do cofre, mas não conseguiram por causa das diversas portas que protegiam o local. Não houve feridos durante a ação criminosa nas agências.

Após explodir as agências bancárias de Encruzilhada do Sul, os criminosos libertaram alguns reféns. No entanto, mantiveram duas vítimas em sua posse para impedir a ação policial. A quadrilha fugiu em direção à Amaral Ferrador pela ERS-471.

As vítimas sequestradas foram liberadas na localidade de Altos da Glória, naquele município cerca de 15 minutos após a fuga dos criminosos. Nenhum dos reféns ficou ferido. A quadrilha conseguiu fugir.

Polícia Civil já tem suspeitos

A Polícia Civil já investiga o triplo assalto aos bancos de Encruzilhada do Sul e já possui suspeitos para os crimes. Conforme o delegado Anderson Faturi, que conduz a investigação do assalto de hoje, os criminosos seriam os mesmos que teriam atacados agências em Progresso, Pouso Novo, Boqueirão do Leão, Espumoso e Boa Vista do Buricá.

O principal suspeito de liderar tais crimes é o foragido Ivo Francisco dos Santos Assis, já procurado pela justiça desde do o ano de 2012 a 28 anos de prisão. Ele foi condenado por roubo a estabelecimento bancário ocorrido em Carlos Barbosa naquele ano, mas possui outras condenações.

Cédulas roubadas podem ficar danificadas

A Polícia Civil afirma que as cédulas provenientes de cofres objeto de explosão ficam, por vezes, danificadas e/ou chamuscadas, algo bem perceptível à qualquer pessoa. É de suma importância que a população, ao receber tais notas, muitas vezes, no dia a dia do comércio, informem à Polícia Civil através do telefone 0800-510-2828.

O mesmo se vale, por exemplo, às notas decorrentes de furto qualificado com emprego de maçaricos. A Polícia Civil ressalta a importância da colaboração da sociedade na elucidação de crimes como o ora investigado. Qualquer pessoa poderá se valer dos telefones da abaixo elencados para alimentar a Polícia Civil de informações, sendo garantido o anonimato.

Deixe um comentário para este conteúdo