Após buscas, Polícia Federal transfere delatores da JBS para Brasília


Joesley Batista (à esquerda) e Ricardo Saud (à direita). Foto: Reprodução de vídeo/ PGR

Um dia após a prisão de Joesley Batista e Ricardo Saud, delatores da JBS, a Polícia Federal deflagrou uma operação para cumprir mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos executivos. Também foram realizadas buscas na casa do ex-procurador da República Marcelo Miller, acusado de orientar Batista e Saud e em um escritório da J&F, controladora da JBS.

Joesley e Saud se entregaram à Polícia Federal na tarde de domingo, em São Paulo. Na noite de sexta-feira (8), o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luiz Edson Fachin, decretou a prisão dos investigados e também decretou a suspensão dos benefícios da delação premiada firmada por ambos.

Chamada de Operação Bocca pela Polícia Federal, a ação cumpriu cinco determinações de apreensão de documentos. A PF não informou até o momento que tipos de papéis foram apreendidos.

O nome da operação é uma alusão à Bocca della Verità. A mais famosa característica da Bocca é seu papel como detector de mentiras. Desde a Idade Média, acredita-se que, se alguém contar uma mentira com a mão na boca da escultura, ela se fecharia mordendo a mão do mentiroso.

Transferência para Brasília

Batista e Saud estão sendo transferidos de São Paulo para Brasília na manhã desta segunda-feira. Ambos deixaram a carceragem da Polícia Federal em São Paulo por volta das 10h30 e foram encaminhados para o aeroporto de Congonhas.

Eles serão embarcados em um voo em avião da PF para Brasília. Na capital federal, farão exames de corpo de delito no IML (Instituto Médico Legal) e, depois, seguirão para a carceragem, onde devem ficar até, pelo menos, quinta-feira, quando vence o período de prisão temporária. O prazo pode ser prorrogado ou a prisão transformada em preventiva, que tem tempo indeterminado.

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