Polícia desarticula quadrilha de assaltos a banco com uso de explosivos

Arsenal apreendido com os criminosos. Foto: Polícia Civil / Divulgação

A Polícia Civil prendeu duas mulheres e apreendeu armas e explosivos em uma operação para desarticular uma quadrilha que fazia ataques a banco no Rio Grande do Sul com o uso de explosivos. O grupo teria realizado, segundo a investigação em curso, ao menos dez ataques desde março até agora.

A ação foi realizada nos Vales do Caí e Sinos entre a tarde de sexta-feira (28) e a madrugada deste domingo (30). O alvo da Operação era prender João Batista Crisóstomo de Araújo, 57 anos, considerado um dos dez criminosos que assaltam bancos mais procurados do Estado.

Os bandidos procurados são apontados como os autores de várias ações criminosas que surpreenderam a polícia gaúcha. Entre elas, está o ataque ao carro forte em Caxias do Sul, na Serra, em março deste ano e os ataques a banco em Maratá e Barão, ambos no Vale do Caí.

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão e de prisão nas cidades de Novo Hamburgo e Portão, no Vale do Sinos, Capela de Santana, na região metropolitana e Montenegro, no Vale do Caí. Conforme a polícia, Crisóstomo não foi localizado, mas é considerado foragido da polícia desde o dia 18 de março.

O criminoso possui no seu histórico participação em crimes de diversas naturezas, inclusive contra instituições bancárias. Ele já foi indiciado como autor, pela Delegacia de Roubos do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais), pelos ataques aos bancos dos municípios de Mariana Pimentel e Ibiraiaras.

As armas da quadrilha que foram apreendidas são revólver calibre 38, pistola calibre .380, 1 fuzil calibre .762, 3 fuzis calibre .223 e uma espingarda calibre 12, material explosivo e munições, sendo 394 cartuchos calibre 223, 132 cartuchos calibre 762, 31 cartuchos calibre 38, 131 cartuchos calibre 380, 188 cartuchos calibre 9mm.

Os armamentos eram guardadas pelas mulheres que foram presas na ação policial. Uma delas é irmã do procurado. As presas serão encaminhadas ao sistema prisional, ficando à disposição da justiça.

O local da apreensão das armas, explosivos e outros objetos foi submetido a perícia pelo Instituto Geral de Perícias. O objetivo principal é a coleta de material genético, o que irá auxiliar a investigação criminal na identificação dos demais membros da organização criminosa.

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